Dica de Livro – “Scrum” – A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo

O livro já não é mais nenhum lançamento, mas eu tive a oportunidade de lê-lo uns meses atrás e, além disso, aplicá-lo no dia-a-dia do meu trabalho, e posso afirmar que seu conteúdo realmente muda a nossa maneira de pensar e agir. Excelente para implementação de projetos, principalmente para os que demandam uma mudança de cultura organizacional.

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O SCRUM nada mais é do que uma metodologia de trabalho (completamente diferente das tradicionais) e a origem do seu nome vem de de uma jogada típica do rugby, no qual os jogadores do mesmo time correm através do campo, lado a lado, passando a bola de mão em mão, até conseguir fazer o ponto. Por Jeff Sutherland, um ex-militar que virou executivo de empresas de tecnologia e cocriador deste método super inovador. 

“Planejar para o combate é importante, mas o plano vira fumaça assim que o primeiro tiro é disparado.” Este é o ponto de partida, incluir a possibilidade de mudança, a qualquer momento do seu plano, seja lá qual ele for. Temos que ter a ciência de que iremos implementar, testar e mudar, até alcançar o objetivo desejado. 

O foco não é o que o grupo fez, mas como fizeram. A maneira como as pessoas estão lidando é muito mais importante. Pois, dependendo dos obstáculos, temos que mudar a forma. Quais são as pedras no caminho que impedem sua equipe de atingir seus objetivos? Esta pergunta deve ser feita constantemente.

Com isso, temos que ter em mente que não existe esforço sem erros e falhas. Portanto, cabe ao líder fazer uma inspeção de tempos em tempos. Neste momento, devemos parar tudo que estamos fazendo e analisar se não há uma maneira melhor de fazê-lo. E aqui cabe uma dica importante: trabalharmos em ciclos curtos, permitindo assim, que tenhamos um feedback logo no começo do desenvolvimento do projeto. Com isso, podemos eliminar (imediatamente) tudo aquilo que constitui um desperdício de esforço e ter um aprimoramento contínuo.

O Scrum possui raízes japonesas e é baseado no ShuHaRi, o mesmo conceito das artes marciais. Este método começa pelo aprendizado das regras e da forma, passa pela inovação e, no final, você estará simplesmente sendo, naturalmente! Portanto, o ideal é que o trabalho flua sem muito esforço, lembrando-se sempre que a disciplina é a raiz do fluxo.

Outro ponto, que para mim é um dos mais importantes, é que sempre é melhor termos uma equipe enxuta e sincronizada. Equipes pequenas trabalham mais rápido do que as grandes e a sincronia as tornam maior do que a soma dos seus próprios integrantes.  Até mesmo porque a lógica do “quanto mais, melhor” já caiu por terra. Visto que, não necessariamente quanto maior a equipe, maior o resultado. Tampouco quanto mais horas trabalhadas, você realizará mais. Muito pelo contrário. Se trabalhar tempo demais, você acaba realizando menos.

Como você pode perceber até aqui, o Scrum promove uma mudança drástica, pois se trata de mudar toda a cultura de uma empresa, o que pode ser assustador para algumas pessoas. Por isso, não podemos nos dar ao luxo de manter equipes e a empresa como reféns. Ou elas mudam sua mentalidade ou vão trabalhar em outro lugar.

E se eu pudesse deixar aqui duas dicas de ouro, com as quais eu me identifiquei muito no livro, elas seriam: “seja conhecido pelo que faz, não pelo seu cargo” e “siga sempre sua intuição“. É fundamental que você tome suas próprias decisões. Use outras estimativas apenas para melhorar a sua, não para substituí-la. Até mesmo porque “Aquele que defende tudo acaba não defendendo nada.” 

Voltando no raciocínio de equipes e eficiência, podemos hoje ver claramente que somente quem põem a mão na massa sabe quanto tempo e quanto esforço um trabalho vai exigir, por isso, quando forçamos grupos diferentes a seguir uma receita de bolo, resulta em um desastre na certa! Cada um tem a sua singularidade como ser humano. Se você quer padrões exatos, utilize máquinas e robôs.

Enfim, como vocês já devem estar cansados de escutar: “O que importa é a viagem, não o destino”. Ou seja, a verdadeira felicidade é encontrada no processo, não no resultado em si. Além disso, quando se está feliz, a pessoa é mais criativa e é mais propensa a realizar muito mais do que podia imaginar. Felicidade é autonomia, domínio próprio e propósito. Todo mundo quer controlar seu próprio destino, melhorar naquilo que faz e servir a um propósito maior, com transparência. A felicidade é o oposto da passividade.

O importante é começar. Simplesmente comece ;)

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