À procura da liberdade

 Beatriz Frias 
Recentemente fui conferir a exposição itinerante “Eu Vou de Bike”, em um bicicletaria em Campinas.  Mas, o que a arte e a bicicleta poderiam ter em comum, além de, simplesmente, quadros e fotos para registrá-la?

De acordo com Livia Doblas, a marchand do evento: “A arte e a bicicleta exigem um desprendimento. Elas estão ligadas à liberdade e ao desbravamento. Com a bicicleta, eu vou onde eu conseguir chegar; com a arte, eu vou onde a minha imaginação quiser.” 

Bom, a partir de então, posso dizer que estes dois universos ficaram muito mais próximos para mim. 

Desta forma, fica claro que a bicicleta vai muito além do esporte, uma vez que o ato de pedalar nos remete a uma enorme sensação de liberdade.

Da mesma forma, a arte também exige certo desprendimento para que você consiga criar, seja uma obra de arte, uma música ou mesmo um poema. E esta sensação de poder exprimir todos estes pensamentos, sentimentos e emoções nos traz uma boa dose de liberdade também.

Com estes exemplos, fica nítido de que a ideia de liberdade nada tem a ver com um mero ato de rebeldia, muito pelo contrário. Nós somos livres a cada momento em que fazemos uma escolha, tomamos uma decisão, por mais simples que ela seja.

Para muitos, a liberdade tem a ver com a ausência de cobranças, sejam elas do trabalho ou mesmo do relacionamento. Por isso, ser solteiro acaba sendo sinônimo de ‘estar livre’. Mas, acredito que a liberdade vai além

A meu ver, ‘ser livre’ independe da sua posição social, da sua profissão ou do seu status de relacionamento, até mesmo porque, na maioria das vezes, nós mesmos acabamos nos prendendo e nos aprisionando.

Se você não pode sair por aí, voando como passarinho, então, afinal, o que te faz sentir um ser humano livre? O que tira a sua liberdade? Ou mesmo, o que seria a liberdade para você?

Bem, depois de refletir um pouco sobre o assunto, acho que cheguei a uma conclusão. Ser livre é pura e simplesmente ir atrás do que você quer e gosta. Isto, claro que sempre com uma boa dose de responsabilidade, até mesmo porque por mais que sejamos livres para fazer nossas escolhas, cada uma delas nos traz também consequências, com as quais teremos que lidar.

Retomo aqui, então, o início do artigo para relembrar que existem também, atividades as quais nos remetem a uma enorme sensação de liberdade. Como no esporte ou na arte. Basta, mais do que procurar, querer encontrá-la. 

Ganho asas, por exemplo, quando posso criar meus textos, quando exponho minha identidade ao mundo. Ganho asas quando descubro novos horizontes e também quando sinto que ainda há muito para se explorar. 

E para você, caro leitor, o que é liberdade?

Artigo publicado originalmente na Revista ARRASO | Estilo * edição n.62 *

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